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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Eclipse lunar pode ser visto nesta madrugada inclusive no Brasil

Eclipse lunar
Eclipse
Na madrugada de segunda-feira(28), observadores de várias partes do mundo, incluindo o Brasil, terão a oportunidade de observar um eclipse total da Lua. O eclipse  visível na América do Norte e oeste da América do Sul.

Observadores da costa leste da América do Sul perderão a parte final do eclipse assim como observadores do leste da Ásia não acompanharão o início do fenômeno.

Este eclipse será especial, pois coincide com o solstício de verão no hemisfério sul. O último eclipse deste tipo aconteceu em 1638 e o próximo só ocorrerá m 2094.
Denomina-se eclipse o obscurecimento parcial ou total de um corpo celeste em virtude da interposição de outro. A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa abandono, desmaio, desaparecimento. É uma das raras chances de observar-se um espetáculo tão belo da Natureza.

Embora os eclipses solares ocorram em maior número, vemos com mais freqüência os lunares, pelo fato de serem observados em áreas consideravelmente superiores à metade da Terra.

Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia pelo seguinte: a Terra gira ao redor do Sol num plano. Supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível dessa superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação a superfície da mesa.
Embora a Terra projete sempre a sua sombra no espaço, quase sempre a Lua passa acima ou abaixo dela. Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, ou seja, passa por um nodo e, além disso, o Sol, a Lua e a Terra estão alinhados, ocorre um eclipse lunar. A sombra da Terra projetada no espaço se estende em forma cônica por cerca de 1,38 milhão de quilômetros. À distância de aproximadamente 360 mil quilômetros, onde está a Lua, o diâmetro da sombra tem cerca de 9 mil quilômetros. Além de uma parte escura, chamada umbra ou apenas sombra, a sombra da Terra tem uma parte cinzenta denominada penumbra. Mas é a sombra que dá o efeito de beleza ao fenômeno, pois a penumbra na maioria das vezes é imperceptível.
O fenômeno ocorrerá às 04h32min desta madrugada, no horário de verão. Neste momento a Lua cheia começa a “mergulhar”" na sombra da Terra. Assim, uma linha divisória surge como um entalhe no bordo lunar e penetrando cada vez mais até que às 05h40min, quando estará bem baixa com relação ao horizonte, a Lua estará toda coberta pela sombra da Terra. Esse fenômeno vai até às 06h53min quando começará a sair da sombra até que às 08h01min sairá por completo e estará novamente toda iluminada pelo Sol. Desta forma, o meio do eclipse ocorrerá às 06h16min.
Ocorre que às 06h21 a Lua se põe e o Sol estará nascendo. Dessa forma, poderemos observar o fenômeno das 04h32 às 06h21.

Os eclipses lunares já foram importantes para a pesquisa astronômica. Eles forneceram a primeira prova de que a Terra é redonda e permitiram estudos da alta atmosfera do planeta, sem falar de pesquisas da Terra, no tamanho e distância da Lua, além de variações em seu movimento.

Além disso, os eclipses podem contribuir com a História na determinação de datas que se deram em tempos remotos.

Devido ao horário deste eclipse, a Lua encoberta não terá tanto contraste com o fundo do céu devido à claridade do alvorecer. Mesmo assim será um espetáculo observar a Lua se pondo totalmente eclipsada e o Sol nascendo do outroa lado do horizonte.

Neste ano tivemos ao todo quatro eclipses sendo dois lunares, um parcial e um total e dois eclipses do Sol. Destes dois, apenas o eclipse lunar de 21 de dezembro será visível no Brasil.

As observações do eclipse total da Lua podem ser realizadas com binóculos, lunetas e telescópios de fraco aumento.
Para fotografar o eclipse com câmara digital deve-se usar sensibilidade de ISO 400 e o tempo de exposição depende da fase do fenômeno. Como pode-se verificar o resultado da imagem obtida, é fácil experimentar o tempo de exposição durante o eclipse.
Para obter na mesma foto a seqüência do eclipse, deve-se fazer um ensaio na véspera para procurar o melhor local. É importante conhecer a trajetória aparente da Lua e utilizar mais de uma abertura e velocidade de disparo para garantir fotos de boa qualidade.
Com a câmara fixa, apoiada em tripé, deve-se disparar manualmente (velocidade B) em intervalos de três, cinco minutos ou mais. Usando-se teleobjetivas, como o campo é limitado, é possível obter imagens maiores da Lua e, portanto, nem sempre é possível fotografar, no mesmo quadro, toda a seqüência.

Levando-se em conta os efeitos de ilusão de que a Lua parece maior quando está próxima ao horizonte e se o céu não estiver nublado, será um belo espetáculo de ser visto mesmo sem instrumentos.

Por: Paulo Sérgio Bretones, da Universidade Federal de São Carlos












Fotos exclusivas: Vilmar Ferreira

OBS: Fotos feitas pelo fotógrafo Vilmar Ferreira do blog do Vilmar Ferreira

As fotos não foram feitas por lunetas, e sim por uma câmera comum sem tripé: a os 50 minutos da manhã de segunda-feira 28/09/2015