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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Flávio Dino assume o governo e proclama a República no Maranhão

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Ao assumir o Governo do Estado, com discurso proferido na sacada do Palácio dos Leões, Flávio Dino(PCdoB)reafirmou, no final da tarde desta quinta-feira (1º), o compromisso de governar o Estado de acordo com os interesses da população, sem fazer distinções entre parlamentares ou prefeitos que o apoiem e os da oposição, e disse esperar o mesmo “comportamento republicano” dos parlamentares.
“A partir de agora, fica proclamada a República no Maranhão. Não haverá distinção entre deputados da base do governo e da oposição ao analisarmos projetos de interesse do povo. Vamos olhar apenas para a pertinência, para a viabilidade financeira, a adequação constitucional e, acima de tudo, para os benefícios que possam ser aferidos com a aprovação da medida”, declarou Flávio Dino.
Visivelmente emocionado, o governador deixou de lado o discurso escrito previamente, em alguns momentos, e falou de improviso. Parte dos mais de 20 minutos de discurso foram dedicados a propagar a chegada de “uma nova era” para o Maranhão.
“Uma era na qual os empresários investem e se estabelecem por seus méritos, e nada lhes é cobrado além do previsto em lei. Uma era em que o acesso aos serviços públicos essenciais seja progressivamente universalizado, e não um privilégio de poucos. Uma era de direitos, em substituição à era de favores e de uso da máquina pública como instrumento de cooptação”, comentou, prometendo fazer o governo com a maior participação popular da história do estado.
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Flávio Dino tomou posse, às 15h, em sessão solene realizada na Assembleia Legislativa do Estado. Logo em seguida, aconteceu um ato festivo, com grande participação popular, no Palácio dos Leões (sede do governo estadual). Lá, o novo governador recebeu a faixa de chefe do Executivo estadual das mãos do então governador em exercício, Arnaldo Melo (PMDB).
Flávio Dino confirmou que vai implantar o Mais Bolsa Família (destinado à compra de material escolar de beneficiados pelo programa federal) e propor uma lei à Assembleia Legislativa do Estado criando regras para a transição governamental, visando a facilitar o acesso a informações detalhadas sobre o governo.
De acordo com Dino, a lei a ser proposta obrigará o Poder Executivo a compartilhar os dados essenciais das contas e outros aspectos administrativos do governo, especialmente durante as transições de governo. Na quarta-feira (31), Dino disse ao jornal carioca O Globo que vai assumir o governo maranhense “às cegas”, sem saber a real situação financeira do estado.
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Na cerimônia do Palácio dos Leões, discursando para uma multidão da sacada do palácio, após apresentações musicais de Flávia Bittencourt e Wilson Sala, Flávio Dino reafirmou as medidas anunciadas na Assembleia Legislativa e disse que pretende, ainda, entre outros atos emergenciais de governo, criar o Fumacop (um fundo estadual de combate à pobreza), que ajudará prioritariamente os 20 municípios com os mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDHs) do Maranhão; assinar um decreto (não retroativo) proibindo que bens públicos do Estado recebam nomes de pessoas vivas; instituir a eleição direta para diretores de escolas públicas; estabelecer processos de auditorias em várias pastas da administração estadual; vender a casa de veraneio do governador do Estado, localizada na praia de São Marcos, em São Luís (aplicando o dinheiro arrecadado na política social); e convocar 1.000 policiais militares aprovados em concurso público para reforçar a segurança pública estadual.
Roseana Sarney Murad, 61 (PMDB), eleita em 2010, não transmitiu a faixa a Flávio Dino porque renunciou em 10 de dezembro, entregando o governo a Arnaldo Melo, presidente da Assembleia Legislativa, sob a alegação de que iria cuidar da saúde e da família. A ex-governadora viajou de férias para os Estados Unidos. Ela está envolvida nas delações da Operação Lava Jato, acusada de receber propinas do esquema criminoso na Petrobras, descoberto pela Polícia Federal.

Por: Neto Ferreira