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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Governo do Maranhão troca Secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Estado.

Após duas tentativas de fugas em presídios do Complexo Penitenciário de Pedrinhas (MA) em pouco mais de 24 horas, o governo do Maranhão trocou o secretário de Justiça e Administração Penitenciária do Estado. Sebastião Uchoa, que comandou a secretaria por um ano e seis meses, entregou o cargo na manhã desta quarta-feira (17). Em seu lugar, o delegado Marcos Affonso Júnior foi nomeado para o cargo. 

A queda de Uchôa acontece poucas horas depois de uma tentativa de fuga de presos da Casa de Detenção do complexo ter sido contida por policiais militares, na manhã desta quarta-feira (17). 

Segundo informações preliminares da Sejap (Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão), os presos pularam o muro da Cadet (Casa de Detenção), mas foram contidos por policiais militares. Ainda não há confirmação sobre o número de presos envolvidos na tentativa de fuga.

A unidade é a mesma que foi dirigida por Cláudio Henrique Bezerra Barcelos, preso na última segunda-feira (15) sob suspeita de facilitar a fuga de presidiários do Cadet.

O incidente aconteceu no mesmo momento em que agentes penitenciários do Estado do Maranhão realizavam uma paralisação de 24 horas.

De acordo com a diretora de comunicação do Sindspem (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão), Liana Furtado, os agentes pedem, entre outras coisas, o direito de poderem entrar nas unidades prisionais do Estado portando telefones celulares.

A tentativa de fuga desta quarta-feira é a segunda na mesma semana. Ontem, um grupo de pelo menos 13 presos conseguiu fugir do Presídio São Luis, também no Complexo de Pedrinhas, depois de cavarem um túnel. A Sejap informou que o órgão está fazendo a recontagem dos presos para avaliar o número de fugitivos.

Sebastião Uchôa esteve à frente do sistema prisional durante o ápice da crise do Complexo de Pedrinhas, entre o final de 2013 e o início deste ano. Em outubro de 2013, o governo chegou a decretar estado de emergência nas cadeias do Maranhão. Em 2013, pelo menos 60 presos foram mortos nas unidades do complexo.