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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Policia prende os três suspeitos de terem participado da emboscada ao repórter da Rede Globo em Anapurus.


Na tarde desta sexta-feira (25) foram presos os três suspeitos de terem participado da emboscada do repórter da Rede Globo que aconteceu no dia 18 de julho deste ano, no município de Anapurus.

Entre os presos estão Jairo Lisboa de Sousa, Manoel Francisco Monteles, conhecido como ‘Zominha’ e Agnaldo Henrique Alves, conhecido como ‘Risca Faca’,os mesmos se apresentaram na Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, em São Luis. 
A informação foi declarado pelo secretário Marcos Afonso.

No momento em que eles se apresentaram a polícia, foi dada a voz de prisão e todos foram direcionados a Superintendência de Policia Civil do Interior (SPCI), onde estão prestando depoimento do crime cometido por eles.

No dia do roubo, apenas um policial militar foi preso em Anapurus, também suspeito de participação no crime. O PM foi identificado como Raimundo Silva Monteles, que é sobrinho da prefeita de Anapurus, Tina Monteles. Em depoimento, ele confirmou que esteve na cena do crime a convite do tesoureiro da Prefeitura Jairo Lisboa de Sousa.

A polícia irá apurar algumas informações dos acusados presos hoje (25), para chegarem a outros envolvidos no crime.

Entenda o caso:

De acordo com informações da Delegacia Regional de Chapadinha, os profissionais da emissora estavam almoçando no posto de combustível Bom Jesus, em Anapurus, quando foram rendidos por sete homens armados, que levaram seus equipamentos. O grupo interceptou o carro dos repórteres e, à força, lhes tomou uma câmera e equipamentos de gravação. A equipe produzia reportagem sobre obras superfaturadas em cidades do interior do Estado.

 O advogado Márcio Endles, que representa a prefeita do município de Anapurus, Tina Monteles, negou que a prefeitura tenha qualquer participação na emboscada. “A Prefeitura de Anapurus é a terceira vítima desse crime. A primeira foi a equipe de reportagem e a segunda é a liberdade de imprensa. 

A prefeita é a mais interessada na apuração desse caso, que é um caso de polícia. A ordem é que se investigue tudo. Não sabemos a motivação desse crime, mas não existem motivos para que o município esteja envolvido porque não há nenhuma investigação contra o órgão, não há provas. Só a polícia poderá dizer o que aconteceu”, declarou o advogado em entrevista à TV Mirante.


Com Informações de Neto Ferreira e Portal Coelho Neto