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sexta-feira, 4 de abril de 2014

Flávio Dino rebate declaração infeliz de Hildo Rocha

Hildo Rocha, agora ex-secretário do governo Roseana Sarney, não esperava por essa. Depois de afirmar recentemente que Flávio Dino nada tinha feito pelo Maranhão enquanto deputado federal (Dino foi eleito um dos melhores deputados do país em votação do site Congresso em Foco e destinou várias emendas que resultaram em obras por todo o Maranhão, inclusive na cidade de São José de Ribamar), Hildo não esperava por uma resposta tão bem dada por Flávio.

Em entrevista ao blogueiro Clayton Collins, Dino, que nunca foi governador do Maranhão, disse que queria saber o que o grupo Sarney, do qual Hildo Rocha é participe ativo, fez pelo Maranhão em quase cinco décadas. “O que eles fizeram? Eu sou oposição ao governo, quem tem a obrigação de ter feito coisas positivas no Maranhão é quem está no governo há 50 anos. O nosso estado infelizmente tem os piores indicadores sociais do Brasil em todos os planos”, rebateu o comunista a Hildo, que “tanto fez” em Cantanhede quando foi prefeito que não conseguiu mais vencer eleição no seu reduto eleitoral, perdendo ele e sua mulher para o prefeito Kabão.

O blog publica, abaixo, o legado que Hildo Rocha e o grupo Sarney deixaram ao Maranhão durante todo esse tempo de mandonismo no Maranhão.

A REALIDADE
A verdade é outra. Bom lembrar que quando Roseana Sarney assumiu seu quarto mandato de governadora do Maranhão em 2010, prometera fazer o melhor governo de sua vida. De lá para cá, os maranhenses vivem os piores dias de sua vida.

O Maranhão não avançou satisfatoriamente nos indicadores sociais (ainda temos os piores) e o povo não conseguiu sentir melhoras no seu dia a dia. O tal badalado crescimento fica apenas nas promessas mirabolantes e megalomaníacas de Roseana e sua trupe.

O MA apresenta a menor expectativa de vida na média de homens e mulheres – 68,6 anos – de acordo com dados divulgados pelo IBGE. As três piores cidades em renda per capita pertencem ao Maranhão, de acordo com o recentemente divulgado Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) – Marajá do Sena (R$ 96,25), Fernando Falcão (R$ 106,99) e Belágua (R$ 107,14).
Da população de 6,5 milhões de habitantes, 1,7 milhão de maranhenses está abaixo da linha de miséria (ganham até R$ 70 por mês). Estima-se que 12,9% da população sobreviva com até R$ 70 por mês. Das 217 cidades maranhenses, 72,8% têm um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) considerado baixo ou muito baixo, sem contar as altas taxas de mortalidade infantil.
Dos quase 7 milhões de maranhenses, existem mais de 4 milhões sobrevivendo na base do Bolsa Família.

O MA possui a segunda pior taxa de mortalidade infantil do país, apenas atrás de Alagoas, com 29 crianças com menos de um ano mortas para cada mil nascidas vivas. A média nacional é de 16,7 para 1000. O Maranhão tem 64% da população passando fome, 19% são analfabetos, a mortalidade infantil afeta 39 bebês em cada 1000 nascimentos. Apenas 7,8% dos domicílios tem computador.
Das 100 cidades com pior IDH, 20 são do Maranhão. Das 100 cidades com melhor IDH, nenhuma é do Maranhão. Em renda, o Maranhão fica em último lugar, com índice de 0,612. O Maranhão apresenta também o menor índice de desenvolvimento social, de acordo com o Indicador Social de Desenvolvimento dos Municípios (ISDM), da FGV-SP. Possui a média mais baixa, com ISDM de 3,35, numa escala que varia de 0 a 10.

O Estado do Maranhão, segundo dados do Ministério da Saúde, apresenta a mais baixa proporção de médicos por mil habitantes no país, correspondendo a um terço da média nacional. Enquanto a média nacional é 1,8 médico a cada mil habitantes, no Maranhão a proporção é 0,58. Na área de saneamento básico, somos um dos estados com pior rede de tratamento de esgotos do Brasil (relatório IBGE). Apenas 6,5% dos municípios maranhenses têm rede de esgoto.

No Maranhão, somente 45% dos jovens de 15 a 17 anos estão matriculados no ensino médio, segundo a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Apenas 38% dos jovens de 19 anos que conseguiram chegar a essa etapa de ensino no estado a concluíram e, entre eles, só 11,8% aprenderam o mínimo adequado em língua portuguesa, e 1,6% em matemática.
O Maranhão tinha, em 2012, a segunda maior taxa de analfabetismo de jovens e adultos, com 20,8% da população de 15 anos ou mais sem saber ler e escrever.

De 2000 a 2010, a taxa de homicídios no Estado cresceu 273%, segundo o economista Daniel Cerqueira, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Trata-se do segundo maior índice do Brasil, atrás da Bahia – o Rio Grande do Sul está em 11º lugar. A taxa de homicídios na região metropolitana de São Luís teve alta de 62% desde 2010, após Roseana Sarney voltar ao poder no Maranhão. Os homicídios em São Luís e na região metropolitana cresceram 460%. Foram 807 mortes em 2013. Segundo o relatório do Ministério Público, de 2010 para 2013 o número de mortes violentas, em particular de homicídios, na região metropolitana, quase dobrou. Isso sem falar de outros pontos do Estado, onde também os índices já são assustadores. Em 2010, na Ilha de São Luís, foram 535 mortes violentas. Em 2011, 655. Em 2012, 687 e em 2013, espantosamente, subiram de 687 para 984.

Contribuiu para a epidemia de violência o fato de o Maranhão ter a menor relação de policiais por habitante no Brasil: 1 para cada 710 moradores, proporção que em Brasília, a mais alta, é de 1 para 135 pessoas.

Apesar do crescimento da economia, porém, o Maranhão segue com o segundo pior PIB per capita e o segundo pior IDH regional do País .
O colapso da segurança pública não vem sozinho. Está relacionado a outros números, igualmente negativos. O Maranhão tem a MENOR TAXA DE ENCARCERAMENTO DO BRASIL POR 100 MIL HABITANTES. É o que informa a página 54 da 7ª Edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, com dados de 2012.
São as marcas dos 48 anos de hegemonia política da família Sarney.
Infelizmente, o Estado segue entre os mais pobres do País. O PIB per capita do Maranhão só perde para o do Piauí. No ano passado, a revista britânica “The Economist” comparou a taxa do Estado à do Reino de Tonga, pequena ilha da Oceania. De acordo com o Altas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013, mais da metade da riqueza do Maranhão concentra-se nas mãos dos 10% mais ricos. Os dados, de 2010, apontam que 39% dos moradores do Estado vivem na pobreza. E uma em cada cinco pessoas com 15 anos ou mais não sabem ler e escrever.

O Maranhão é o estado brasileiro com maior percentual de miseráveis, e o único onde esse índice permanece em dois dígitos: 12,9%, quase quatro vezes mais do que a média nacional, de 3,56%. Os dados revelam que o estado governado por Roseana Sarney piorou de posição no ranking da pobreza extrema na última década. Em 2002, o Piauí é que detinha o maior percentual de miseráveis (22,5%), seguido por Alagoas (19,04%). O Maranhão aparecia em terceiro lugar, com 18,97%.
Dos 15 municípios brasileiros com as menores rendas, segundo o IBGE, dez estão no Maranhão. Apenas 6% da população do MA estão em cursos de graduação, mestrado e doutorado.
Muito diferente do que diz Roseana. Segundo ela, o Maranhão é uma maravilha.

A realidade hoje é: falta emprego aos maranhenses (foram prometidos 245 mil novos empregos, mas foram gerados apenas 54 mil), escolas estão sendo fechadas (mais recentemente em Lago da Pedra), não há professores suficientes, os 72 hospitais prometidos não foram entregues (muitos não funcionam a contento), pouco investimento em saneamento básico e as estradas inauguradas já apresentam defeitos.

Longe do Maranhão que Roseana apregoa

Fonte: blog johncutrim