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quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Corinthians vence Fluminense e é campeão brasileiro com três rodadas de antecedência

Corinthians - Campeão Brasileiro 2017
O Corinthians venceu o Fluminense por 3×1, ontem, em São Paulo, e conquistou, antecipadamente, pela sétima vez, o Campeonato Brasileiro da série A.

O jogo foi bem movimentado e logo no primeiro minuto o Flu abriu o placar com um gol de Henrique. A partir daí, o time paulista começou a pressionar a equipe carioca, mas o primeiro tempo terminou com a vantagem tricolor.

Na etapa final, logo no primeiro minuto, Jô empatou: 1×1. Depois, com gols de Jô e Jadson, o Corinthians consolidou sua vitória e o título numa noite de festa no estádio Itaquera.

O Corinthians liderou o campeonato desde a quinta rodada. Para muitos, é a melhor equipe da competição. Sua torcida fez festa nas ruas de São Paulo durante toda a madrugada.


Fonte: Jornal Pequeno

Enquanto isso no governo Flávio Dino - Polícia Federal deflagra operação contra desvios de dinheiro pelo Governo do Maranhão

Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (16), a 5ª fase da operação “Sermão aos Peixes”, que apura indícios de desvios de recursos públicos federais por meio de fraudes na contratação e pagamento de pessoal, Contratos de Gestão e Termos de Parceria firmados pelo Governo do Estado do Maranhão na área da saúde.

Com o apoio do Ministério Público Federal, do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil, cerca de 130 policiais Federais cumprem 45 mandados judiciais expedidos pela Juíza Federal Paula Souza Moraes da 1ª Vara Criminal Federal da Seção Judiciária do Maranhão.

Em nota, o Governo do Maranhão informou que os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde e que tem adotado medidas corretivas em relação a esse modelo. A nota também acrescenta que o Governo desconhece a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e que os demais fatos serão apurados. Além disso, a Secretaria de Saúde prometeu exonerar um dos servidores citados no processo (Veja a nota na íntegra no final da reportagem).

São cumpridos 17 mandados de prisão temporária e 28 mandados de busca e apreensão em São Luís/MA, Imperatriz/MA, Amarante/PI e Teresina/PI, além de bloqueio judicial e sequestro de bens no total de 18 milhões de reais. As diligências de busca e apreensão estão sendo cumpridas na sede da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão e na Superintendência de Acompanhamento à Rede de Serviços do MA.

A operação busca prender servidores públicos vinculados à Secretaria de Estado da Saúde, diretores, tesoureiros e administradores de organizações sociais, além de empresários vinculados a empresas de fachada e envolvidos no pagamento de propina a servidores públicos.

A ex-subsecretária de saúde do Estado e atual suplente a Deputada Federal, Rosângela Aparecida da Silva Barros, conhecida como Rosângela Curado (PDT) , está entre as prisões realizadas em São Luís. Ela esteve no cargo de subsecretária entre janeiro de 2015 e setembro do mesmo ano.

Entenda o caso

Segundo a PF, durante as investigações conduzidas em 2015 foram coletados indícios de que servidores públicos que exerciam funções de comando na Secretaria de Estado da Saúde naquele ano montaram um esquema de desvio de verbas e fraudes na contratação e pagamento de pessoal.

As investigações indicaram a existência de cerca de 424 pessoas que teriam sido incluídas indevidamente nas folhas de pagamentos dos hospitais estaduais sem a prestação de serviços às unidades hospitalares. Os beneficiários do esquema eram pessoas indicadas por agentes políticos: familiares, correligionários de partidos políticos, namoradas e companheiras de gestores públicos e de diretores das organizações sociais.

O montante dos recursos públicos federais desviados por meio das fraudes é superior a 18 milhões de reais. Contudo, segundo a Polícia Federal, o dano aos cofres públicos pode ser ainda maior, pois os desvios continuaram a ser praticados mesmo após a deflagração de outras fases da Operação Sermão aos Peixes.

De acordo com a Controladoria Geral da União, o esquema de fraudes e desvio de verbas públicas na contratação e pagamento de pessoal funcionava por meio de:

1- Pessoas que possuíam um salário recebido pela função contratada, mas ganhavam um salário extra pago por fora do contracheque, em desvio direto de verbas públicas na denominada “folha complementar”;

2 - Pessoas que eram indicadas para serem contratadas e recebiam sem realizar qualquer trabalho (funcionários fantasmas);

3 - Desvio de verbas através do pagamento a empresas de fachada, supostamente especializadas na gestão de serviços médicos.

Quanto às empresas de fachada, destaca-se um caso, segundo a CGU. Em fevereiro de 2015, uma sorveteria passou por um processo de transformação jurídica e se tornou, da noite para o dia, uma empresa especializada na gestão de serviços médicos. A “sorveteria” foi utilizada para a emissão de notas fiscais frias, que permitiram o desvio de R$ 1.254.409,37.

De acordo com a PF, na medida de suas participações os investigados responderão pelos crimes de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, organização criminosa, dentre outros. Após os procedimentos legais, os investigados devem ser encaminhados ao sistema penitenciário do Maranhão, onde permanecerão à disposição da justiça federal.

Operações anteriores

A primeira fase da Operação Sermão ao Peixes foi deflagrada em 16 de novembro de 2015, quando foram cumpridos mais de 60 mandados judiciais. Foram presos os gestores da duas principais entidades responsáveis pela terceirização do sistema de saúde à época: a Organização Social INSTITUTO CIDADANIA E NATUREZA - ICN e a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público BEM VIVER ASSOCIAÇÃO TOCANTINA PARA O DESENVOLVIMENTO DA SAÚDE.

As segunda e terceira fases foram deflagradas, simultaneamente, em 06 de outubro de 2016 e resultaram na Operação ABSCONDITO, que apurou o embaraço a investigação criminal decorrente do vazamento da operação Sermão aos Peixes; e na Operação VOADORES, que apurou o desvio de 36 milhões de reais que haviam sido sacados diretamente das contas dos hospitais por meio de cheques de pequeno valor.

A quarta fase foi batizada de Operação RÊMORA e foi deflagrada no dia 02 de junho de 2017, quando foram presos em flagrante os gestores da Organização Social Instituto de Desenvolvimento e Apoio à Cidadania – IDAC. Eles estavam desviando recursos públicos mediantes saques de grandes quantias em espécie na “boca do caixa”.

Nome da Operação

Segundo a Polícia Federal, o nome da Operação é uma referência a um trecho do Sermão do Padre Antônio Vieira (1654), que ficou conhecido como o “Sermão aos Peixes”, no qual o Padre toma vários peixes como símbolos dos vícios e corrupção da sociedade. Um dos peixes ele chamou de PEGADOR: referência aos vícios do oportunismo: “vivem na dependência dos grandes, morrem com eles”.

Durante a investigação, restou comprovado a prática habitual de desvio de verbas para o pagamento a “apadrinhados” políticos: pessoas que recebem dinheiro público sem a devida contraprestação laboral, ou seja, atuando como “pegadores”, na visão do Sermão, já que recebiam tais benesses em razão da influência de pessoas importantes na política local, como já alertava o Padre Antonio Vieira no Sermão aos Peixes.

Veja na íntegra a nota do Governo do Estado do Maranhão:

"Sobre a nova fase de investigação da Polícia Federal, deflagrada nesta quinta-feira (16), no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Governo do Maranhão declara que:

1. Os fatos têm origem no modelo anterior de prestação de serviços de saúde, todo baseado na contratação de entidades privadas, com natureza jurídica de Organizações Sociais, vigente desde governos passados.

2. Desde o início da atual gestão, tem sido adotadas medidas corretivas em relação a esse modelo. Citamos:

a) instalação da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (EMSERH), ente público que atualmente gerencia o maior número de unidades de saúde, reduzindo a participação de Organizações Sociais.

b) determinação e realização de processos seletivos públicos para contratação de empregados por parte das Organizações Sociais.

c) aprovação de lei com quadro efetivo da EMSERH, visando à realização de concurso público.

d) organização de quadro de auditores em Saúde, com processo seletivo público em andamento, visando aprimorar controles preventivos.

3. Desconhecemos a existência de pessoas contratadas por Organizações Sociais que não trabalhavam em hospitais e somos totalmente contrários a essa prática, caso realmente existente.

4. Todos os demais fatos, supostamente ocorridos no âmbito das entidades privadas classificadas como Organizações Sociais, e que agora chegam ao nosso conhecimento, serão apurados administrativamente com medidas judiciais e extra judiciais cabíveis aos que deram prejuízo ao erário.

5. A SES não contratou empresa médica que teria sido sorveteria. Tal contratação, se existente, ocorreu no âmbito de entidade privada.

6. Apenas um servidor, citado no processo, está atualmente no quadro da Secretaria e será exonerado imediatamente. Todos os demais já haviam sido exonerados.


7. A atual gestão da Secretaria de Estado da Saúde está totalmente à disposição para ajudar no total esclarecimento dos fatos."

Fonte: G1-MA
Por Sidney Pereira

EM ALTA - Leite de jumenta tem preço elevado e o queijo custa R$ 3 mil o quilo

Jumentas - (Foto: Odacy Amorim/ Arquivo pessoal)
Queijo pule, consumido na Europa e Ásia, pode custar até R$ 3 mil o quilo.
Empresários se reuniram na Secretaria de Agricultura para apresentar projeto.

Investidores chineses e ingleses têm um projeto ambicioso para ser desenvolvido no sertão potiguar. A ideia é produzir leite de jumenta para a fabricação de um dos queijos mais caros do mundo: o pule. Consumido principalmente na Ásia e Europa, o quilo pode chegar a R$ 3 mil. O local escolhido para a criação dos animais foi o município de Felipe Guerra, cidade com aproximadamente 6 mil habitantes na região Oeste do estado.

Foto Ilustração
O projeto chegou a cidade depois que uma empresa potiguar comprou uma propriedade com 475 hectares na zona rural de Felipe Guerra. A ideia é que os municípios que já fazem o trabalho de captura dos jumentos se responsabilizem pela entrega dos bichos. No entanto, ainda não existe uma previsão para o projeto começar, pois estão na dependência da adesão dos criadores da região.

Foto Ilustrativa
A ideia foi bem recebida pela associação protetora de animais que recebe jumentos capturados nas estradas. Atualmente, a associação cuida de 700 animais. De acordo com Eribaldo Gomes, responsável pela associação, o uso das jumentas para a produção de leite pode solucionar um problema antigo. "A questão do leite faz com que mais pessoas acreditem nisso e que se encontre uma solução para esses animais", diz.

Nesta quinta-feira (8), representantes da empresa e da prefeitura de Felipe Guerra estiveram em Natal com o secretário de Agricultura do estado, Guilherme Saldanha, que declarou total apoio à abertura da nova atividade econômica. O secretário também projeta a exportação da carne de jumento para o exterior.

"Isso já está acontecendo na Bahia, de forma que se respeite os animais, estão exportando carne e pele de jumento para a China, para o mercado asiático. Encontramos com um grupo de chineses durante a exposição de Lajes, no final de semana, e eles estão interessados nisso também", disse o secretário.


Para associação protetora dos animais, uso das jumentas na produção de leite pode solucionar problema do abandono de animais.

Do G1 RN
Por: Hugo Andrade

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Trabalhador é condenado a pagar indenização ao patrão no 1º dia da reforma trabalhista

O funcionário trabalhava no setor agropecuário e recorreu à Justiça da Bahia, pedindo a responsabilidade civil da empresa por ter sido assaltado à mão armada antes de sair de casa para o trabalho.

No último sábado (11), dia que entrou em vigor a reforma trabalhista, um funcionário foi condenado a pagar R$ 8,5 mil por ter processado seu empregador, sabendo não ter razão na ação, configurando assim litigância de má-fé. Antes da reforma, dificilmente os responsáveis por esse tipo de ação trabalhista infundada eram condenados. Com a mudança na lei, o artigo 793-B da nova lei permite a penalização.

O funcionário trabalhava no setor agropecuário e recorreu à Justiça da Bahia, pedindo a responsabilidade civil da empresa por ter sido assaltado à mão armada antes de sair de casa para o trabalho. A indenização pretendida pelo autor da ação era de R$ 50 mil.

O juiz do Trabalho José Cairo Junior, da 3ª Vara de Ilhéus (BA), não encontrou responsabilidade da empresa pelo ocorrido. “Não há como atribuir ao empregador a responsabilidade pelo aumento da criminalidade”, escreveu o magistrado na sentença.

Afastando as possibilidades de acidente de trabalho, e também de incidente a caminho do trabalho, já que o roubo ocorreu fora do horário de trabalho, o juiz indeferiu qualquer tipo de indenização e viu má intenção no processo judicial. “Isso implica indeferimento do pleito de horas extras e seus consectários, bem como do reconhecimento da litigância de má-fé”, na forma prevista pela redação do artigo 793-B da CLT, estabelecida na reforma trabalhista.


Por ser litigante de má-fé, o trabalhador terá de pagar R$ 2,5 mil por danos morais à empresa, além dos mil reais dos honorários do próprio advogado, pois não terá direito à justiça gratuita. Também foi estabelecido o pagamento de R$ 5 mil, 10% do valor atribuído à causa, de honorários de sucumbência, para pagar as custas do advogado do empregador. Antes da reforma trabalhista, os honorários de sucumbência não eram cobrados.

Fonte: Jornal Pequeno

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Cavalo é preso após dar coice em porta de carro e passa a noite na delegacia

Mundo animal - 
Um cavalo foi preso pela Policia Militar na cidade de Nossa Senhora Aparecida (SE), após dar um coice em um veículo durante a realização de uma cavalgada no início na noite deste domingo (12). A informação foi confirmada pelo comandante do policiamento no município.

Segundo o engenheiro civil e proprietário do animal, Wiliam Francisco dos Santos, ele estava com o cavalo quando outras pessoas pediram para passear com o animal. “Como sou conhecido de muitas pessoas, não vi problema em emprestar. Um rapaz saiu para dar uma volta e o cavalo se assustou e deu um coice, que atingiu o veículo de uma mulher da cidade de Ribeirópolis. Em seguida, um policial pegou o cavalo e o levou para à delegacia”.

Wiliam diz que se ofereceu para levar o animal, mas o policial se recusou e informou que ele só seria liberado nesta segunda-feira (13). “Quando eu cheguei na delegacia o cavalo estava em uma cela, como se fosse um marginal. Ele estava sem comida, sem água e em um espaço onde não podia ser mexer. A noite eu levei comida, mas hoje de manhã não me deixaram alimentá-lo”, desabafou.

“Não existe nenhum procedimento contra mim, mas prenderam o meu cavalo. Estou registrando um Boletim de Ocorrência e vou entrar na Justiça. Precisei pedir ajuda para uma Ong de proteção aos animais para tentar soltá-lo. O que só aconteceu na tarde desta segunda-feira. Ele foi liberado, mas está mancando de tanto ficar sem se mexer”, denuncia.

A representante da Ong Educação Legislação Animal (Elan), Nazaré Morais, registrou um Boletim de Ocorrência referente aos maus tratos em virtude do cavalo ter ficado em um local inadequado.

Sobre os danos causados pelo coice do cavalo no veículo, William informou que nesta terça-feira (14) vai comparecer à delegacia no município de Ribeirópolis, onde a dona do carro reside para acertar o pagamento dos danos.

O capitão da Polícia Militar, Vagno Passos, comandante do policiamento no município, durante a realização da cavalgada, disse que o animal passou a noite na delegacia porque o dono se recursou a admitir a responsabilidade e culpou a motorista por ter estacionado na área da festa. “O cavalo deu um coice na porta de um veículo, cometendo o crime de dano. E foi conduzido à delegacia para que fosse realizado o procedimento, por ser o meio para cometer o dano”, disse.


Fonte: G1

sábado, 11 de novembro de 2017

Vereador perde o controle do carro e morre vítima de acidente automobilístico no interior do Maranhão

Vereador de Maranhãozinho, de primeiro mandato, Francisco das Chagas Sousa, conhecido como Francis do Sesp, de 46 anos, morreu na manhã desta sábado(11) vítima de acidente de carro na MA-307. 

De acordo com informações enviadas ao Blog, o parlamentar retornava da festa de aniversário da cidade(município) de Centro do Guilherme, que aconteceu ontem, quando teria perdido o controle do veículo em uma curva.

 O carro saiu da rodovia, desceu um barranco e se chocou contra uma cerca.
        
Fonte:  Valney Batista


Nova Lei Trabalhista entra em vigor a parti deste sábado

As novas regras da legislação trabalhista entraram em vigor neste sábado (11) e parte dos itens é alvo de questionamentos em ações no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde a sanção da lei, em julho, ao menos quatro ações passaram a tramitar na Corte para contestar pontos da nova legislação.


Em todas essas açõs, os ministros responsáveis pela análise inicial, Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, optaram por não conceder, de imediato, decisões liminares (provisórias) e suspender as regras.

Assim, a tendência é que as ações sejam levadas ao plenário do STF para que as regras sejam discutidas mais a fundo por todos os 11 ministros da Corte.

Ainda não há data prevista para esses julgamentos. Só deverão ser realizados depois que o Executivo e Legislativo (responsáveis pela nova lei) se manifestarem nos processos, o que ainda não ocorreu.

Para derrubar qualquer alguma nova regra, serão necessários os votos de, pelo menos, 6 dos 11 ministros da Corte. Ou seja, a maioria deverá considerar que a nova regra contraria os direitos assegurados na Constituição que visam a “melhoria da condição social” do trabalhador.

Regras questionadas no STF

Saiba abaixo algumas das novas regras questionadas na Corte:

>> Restrições à justiça gratuita

Uma das primeiras ações a questionar a reforma foi apresentada em agosto pela Procuradoria Geral da República (PGR). Na ação, o órgão contesta novas regras que obrigam o trabalhador pobre a arcar com custos de um processo trabalhista caso venha a perder a disputa judicial.

Pela lei anterior, trabalhadores com baixa renda que eram derrotados num processo trabalhista contra os patrões ficavam livres de bancar perícias (comuns, por exemplo, para verificar condições de segurança, saúde e higiene do local de trabalho); pagamento de honorários a advogados do empregador; e custos do processo em caso de desistência do caso.

Na reforma, se perderem no processo, esses empregados vão ter que pagar esses valores, usando créditos que tenham conquistado em outros processos nos quais saíram vencedores. Para a PGR, esses créditos não podem ser usados porque repõem perdas que o trabalhador sofreu devido à faltas do empregador e geram valores necessários ao seu sustento próprio e de sua família.

O órgão ainda diz que a possibilidade desses créditos serem subtraídos para pagar outros processos desestimula o trabalhador pobre a lutar pelos seus direitos na Justiça, devido ao risco que corre de perdê-los.

>> Fim da obrigatoriedade da contribuição sindical

A nova regra que possibilitou ao trabalhador deixar de recolher a contribuição sindical – tributo equivalente a um dia de trabalho no ano destinado aos sindicatos – foi questionada por três entidades sindicais no STF.

As entidades alegam que a mudança deveria ter sido realizada por meio de outro tipo de proposta legislativa – voltada exclusivamente para matéria tributária – e que o fim da obrigatoriedade pode levar à extinção de muitos sindicatos, prejudicando o trabalhador mais pobre.

Um dos principais argumentos é que somente os sindicatos, sustentados pela renda da contribuição obrigatória, têm as condições financeiras para arcar com os custos de um processo judicial trabalhista para toda a categoria que representam.

As entidades também veem dificuldades em manter vários benefícios que concedem a seus filiados, como plano de assistência médica e odontológica, cursos de qualificação profissional, recolocação no mercado de trabalho, entre outros.

>> Comissão de representação

Novidade da reforma trabalhista, a comissão de representação de empregados também é alvo de ação no STF. A comissão será formada por representantes de trabalhadores de uma mesma empresa – que deve ter no mínimo 200 empregados – com a finalidade de promover o “entendimento direto com os empregadores”, sem necessidade de passar pelos sindicatos.

A comissão poderá, por exemplo, pleitear demandas internas dos empregados junto à administração da firma; aprimorar o relacionamento e prevenir conflitos com os patrões; coibir discriminação no ambiente de trabalho; encaminhar reivindicações específicas dos trabalhadores relativas àquela companhia; além de verificar se a empresa está cumprindo as obrigações trabalhistas, previdenciárias e dos acordos coletivos.

No STF, a Central das Entidades de Servidores Públicos (Cesp), sediada em Brasília, contestou essa nova forma de associação dos trabalhadores, alegando tratar-se de um tipo de organização “informal” que vai concorrer com os sindicatos. Além disso, diz a Cesp, não poderá lutar efetivamente pelos direitos dos empregados, já que não terá fonte de financiamento.

“Sem estrutura administrativa, sem equipamentos de comunicação, de conhecimento das informações, sem gestores e ainda independente e desvinculada da interferência dos entes sindicais desde a eleição de seus membros e graças desnecessidade de mensalidade ou anualidade pecuniária mantenedora – fato que muito agrada os desavisados – certamente será controlada pelos empregadores ou gestores públicos que as incentivarão inclusive”, diz a entidade.

>> Trabalho intermitente

Outra regra que entra em vigor com a reforma trabalhista é o trabalho intermitente, também contestado no STF. Essa modalidade permite que uma pessoa seja contratada para trabalhos realizados de forma descontinuada, podendo o empregador chamar o empregado para somente para determinadas horas, dias ou meses, dependendo da demanda.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada (Contrasp) diz que esse tipo de contrato representa “precarização” nas relações de trabalho, possibilitando que o trabalhador receba menos que um salário mínimo ao final do mês.

“O empregador pode, em qualquer atividade e sem qualquer limite, pedir que o empregado trabalhe, por exemplo, uma, duas, três ou quatro horas, um ou dois dias na semana, fazendo com que o trabalhador não tenha garantido o salário-mínimo mensal garantido por lei”.

A entidade também argumenta que esse tipo de trabalho dificulta a aposentadoria, “pois o trabalhador terá que trabalhar efetivamente muitos anos a mais para atingir o tempo mínimo para ter deferida sua aposentadoria, uma vez que os anos para a aposentadoria são, na verdade, contados em dias de contribuição e de trabalho”.


Fonte: G1

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Presidente do Brasil Michel Temer tem alta após 3 dias internado e deixa hospital em São Paulo

Presidente do Brasil
‘Por aqui foi tudo bem. Agora, vou trabalhar em casa’, disse Temer ao deixar o Hospital Sírio-Libanês. Presidente passou por cirurgia na próstata e deve permanecer em SP até quarta-feira (1).

O presidente Michel Temer teve alta médica no começo da tarde desta segunda-feira (30). Ele estava internado desde sexta-feira (27) no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, após a realização de uma cirurgia para raspagem da próstata.

Michel Temer deixando o Hospital
“Por aqui foi tudo bem. Agora, vou trabalhar em casa”, disse Temer ao deixar o hospital. “Hoje e amanhã em casa”, disse Temer antes de deixar o hospital, às 12h07 desta segunda.

Temer falou com os jornalistas acompanhado do urologista que realizou a cirurgia, Miguel Srougi, e do cardiologista Roberto Kalil Filho, que o atenderam no período em que permaneceu internado.

Presidente Michel temer
O presidente deve repousar em sua residência na Zona Oeste de São Paulo, por orientação médica. A previsão é que ele retorne ao trabalho em Brasília na quarta-feira (1).

Em nota, o Palácio do Planalto informou que o presidente recebeu alta por volta das 12h. “Por recomendações médicas, ele irá para casa, em SP mesmo, repousar”, afirmou a Presidência.

Temer deu entrada no hospital na noite de sexta-feira (27) com um quadro de retenção urinária por hiperplasia benigna da próstata. Ele foi diagnosticado com obstrução urológica.

O presidente passou por uma cirurgia nomeada “procedimento de desobstrução uretal através de ressecção de próstata” e, depois, foi encaminhado para a unidade de terapia semi-intensiva.

Na manhã de domingo (29), a equipe médica informou que retirou uma sonda do presidente.

Mal estar em dia de votação

Michel Temer passou mal na quarta-feira (25) e foi levado para um hospital militar em Brasília. Lá, ficou sete horas internado.

No mesmo dia, a Câmara dos Deputados votou e barrou a segunda denúncia contra o presidente.


Fonte: G1